terça-feira, 27 de abril de 2010

Vital Brazil inaugura novas áreas de produção amanhã

Amanhã o dia será de comemoração pelos 145 anos do cientista Vital Brazil Mineiro da Campanha. O release abaixo explica tudo o que acontecerá na homenagem, com diversas inaugurações.

O governador, Sérgio Cabral, e o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, foram convidados e devem comparecer ao evento.

Temos fotos dos ambientes que serão inaugurados e do maquinário.

Para quem quiser ir à Fazenda Vital Brazil:
1. Vindo do Rio de Janeiro, pegar a Ponte Presidente Costa e Silva (Rio-Niterói). [Percurso de 13 km]
2. Em Niterói, seguir pela Rodovia BR 101 (Niterói – Manilha). [Percurso de cerca de 45km]
3. Antes de Tanguá, pegar a Rodovia Presidente João Goulart, mais conhecida como RJ 116 (Itaboraí – Macuco). [Percurso de cerca de 35km]
4. Depois da fábrica da Schincariol há um posto da Polícia Rodoviária. Logo após o posto, dobrar à esquerda duas vezes, fazendo um contorno, até pegar a estrada paralela à RJ 116. Esta estrada já é Rodovia RJ 122 (Guapimirim – Cachoeiras de Macacu). [Percuso de cerca de 2km]
5. Pegar a primeira entrada à direita, logo depois de passar pelo outro lado da fábrica da Schincariol. No início deste percurso fica a Escola Estadual Municipalizada Matinha. A estrada é de terra. O local é conhecido como Lugarejo Ambrósio.
6. Seguir reto pela estradinha até chegar à porteira da Fazenda Vital Brazil. [Percurso de cerca de 1km]


Vital Brazil inaugura novas áreas de produção amanhã
Programação faz parte das comemorações pelo aniversário do cientista

O ano de 2010 será de muitas comemorações para o Instituto Vital Brazil (IVB), em homenagem aos 145 anos de nascimento de Vital Brazil Mineiro da Campanha. Nesta quarta-feira, 28 de abril, data do aniversário do cientista, o instituto inaugurará a Fazenda Vital Brazil, além do novo sistema de purificação de água e da nova área de envasamento de soros. As três inaugurações marcam um passo importante no processo de modernização do complexo fabril do IVB.

A comemoração começa às 10h, no município de Cachoeiras de Macacu, onde fica localizada a Fazenda Vital Brazil, adquirida em dezembro de 2008. Com 17 alqueires, o espaço foi comprado com o objetivo de ser um lugar para a criação dos cavalos utilizados no processo da produção dos soros. Na fazenda está localizada a nova Central de Produção de Plasmas Hiperimunes, o mais moderno laboratório deste tipo no Brasil, com tecnologia que aprimorará a qualidade dos soros do instituto.

A partir das 15h, a festa chega à sede do IVB, em Niterói. Neste horário está agendada a inauguração do novo sistema de produção de água. O maquinário produz água purificada utilizada na produção de medicamentos injetáveis, e atende às especificações legais para as indústrias farmacêuticas.

Outra inauguração neste mesmo horário na sede do instituto será a da nova área de envasamento, localizada no pavimento térreo do prédio de líquidos. O espaço representa um salto tecnológico importante na qualidade da etapa final do processo de fabricação de soros hiperimunes, destinados ao Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. A área atende todas as exigências dos órgãos de vigilância, especialmente quanto às qualificações do ar e sua exaustão.

Além disso, nesta área está instalada uma nova máquina envasadora, com tecnologia de ampola fechada, que expõe muito menos o soro à contaminação. A máquina tem capacidade de envasar 12 mil ampolas por hora, mais de seis vezes a capacidade atual. Tudo isso com menor consumo de energia e água e eliminação de riscos eventuais de contaminações. “A aquisição da máquina era aguardada há mais de 15 anos e representa um grande avanço para o instituto, tanto em termos de tecnologia, já que a antiga tinha 50 anos de uso, como de adequação às normas da Vigilância Sanitária”, afirma Antônio Werneck, presidente do IVB.

O Instituto Vital Brazil (www.ivb.rj.gov.br) é uma empresa do Governo do Estado do Rio de Janeiro, ligada à Secretaria de Saúde e Defesa Civil. Foi criado em 03 de junho de 1919, pelo médico Vital Brazil Mineiro da Campanha. O IVB é um tradicional produtor de soros hiperimunes. Produz antídotos contra tétano, raiva e antipeçonhentos, usados no tratamento de acidentes com cobras, aranhas e escorpiões. Desde 2001 o Vital Brazil é único produtor brasileiro do soro contra o veneno da aranha viúva-negra. O Instituto Vital Brazil é um dos 18 laboratórios oficiais brasileiros e um dos três fornecedores de soros contra o veneno de animais peçonhentos para o Ministério da Saúde. Fica na Rua Maestro José Botelho, 64, Vital Brazil, em Niterói.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Novos advogados recebem carteiras

OAB Notícias, Ano IV, nº 40, Abril 2010, p. 8

A OAB Niterói promoveu mais uma entrega de carteira a advogados e estagiários em cerimônia realizada na Universo, coordenada pela presidente da Comissão de Seleção e Inscrição, Ana Beatriz Nascimento Ferreira. O paraninfo e o patrono foram o advogado Marco Antonio Condeixa da Costa e o professor Rogério Travassos, diretor da Esa de Niterói, cabendo a leitura do juramento à advogada Giselle Krauspenhar.

Presentes o presidente da OAB da cidade, Antonio José Barbosa da Silva, o conselheiro Sebastião Serri, os advogados Adalberto Felix, Roberto Nolasco e Avelino Costa.

Marco Antonio destacou a importância da Constituição de 88 para a advocacia e o estado de direito democrático. Denominada "Constituição Cidadã", ela pôs em relevo o papel desenvolvido pelo saudoso deputado Ulisses Guimarães na sua elaboração. Disse que o advogado é um eterno defensor das liberdades e não deve se afastar de seus ideais sob qualquer hipótese.

(Trecho da matéria)

sábado, 24 de abril de 2010

Rotary e Rotaract Niterói Icaraí realizarão reuniões conjuntas

A partir do próximo dia 28 de abril, será dado início a uma série de reuniões conjuntas do Rotary e do Rotaract Niterói Icaraí, que têm como objetivo aproximar e integrar mais os associados dos dois clubes. As reuniões serão realizadas uma vez por mês alternadamente nos locais de reuniões do Rotary e do Rotaract.

Esses encontros possibilitarão a realização de um número maior de projetos e atividades em conjunto, obtendo, assim, um resultado mais significativo que beneficiará as comunidades atendidas. Além disso, fortalecerá os laços entre os rotarianos e rotaractianos e seus familiares, construindo o verdadeiro sentido da Família Rotária do Rotary Niterói Icaraí.

A próxima reunião conjunta acontecerá no dia 22 de maio, quando os rotarianos participarão da reunião do Rotaract, na sala de reuniões da ADR.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Chuvas e tragédias: como interromper esse ciclo?

Agostinho Guerreiro, presidente do Crea-RJ, Editorial, Revista do Crea-RJ, fevereiro/março 2010

No verão, estação de chuvas intensas, o Rio de Janeiro entra, há décadas, em estado de alerta. A cada ano, o cíclico problema dos deslizamentos e inundações produz tragédias e desafia a capacidade de planejamento do poder público, embora os gastos com ações preventivas em encostas e solos custem cerca de dez vezes menos do que obras de reparo.

A repetição do espetáculo de mortes e de destruição de patrimônio - amplamente difundido pela mídia tem sido vivenciada pela sociedade como uma espécie de maldição inescapável. Na origem dessas tragédias, podemos elencar a destruição de 90% da Mata Atlântica, a falta de planejamento urbanístico e de manejo adequado de rios e lagoas, além do lixo urbano e da falta de educação ambiental. Contudo, destacamos duas razões de fundo que agravam esse quadro.

Uma delas é a pesada herança de descaso governamental com o setor habitacional de baixa renda, cujo déficit caminha para 10 milhões de moradias. Ela remonta aos anos de regime ditatorial e exige esforços redobrados de investimentos em moradia de qualidade para os deserdados da cidade formal e urbanizada - aqueles que se espremem em periferias e morros e são, via de regra, os mais afetados pelas chuvas.

A outra é o esvaziamento histórico das atividades técnicas dentro do aparato estatal. Órgãos especializados ainda sofrem com orçamentos precários e a incapacidade de remunerar adequadamente profissionais vinculados ao Sistemas Confea/Crea por exemplo.

De modo mais imediato, é preciso superar a desarticulação institucional entre agentes públicos que lidam com prevenção e combate a acidentes. Órgãos ambientais que solicitam análises de risco e são responsáveis pelos processos de licenciamento devem trabalhar em fina sintonia com a Defesa Civil - que poderia, a partir desses estudos prévios, constituir uma base de dados estruturada para estimular a formação dos chamados gestores de desastres.

No estado, torna-se cada vez mais imperiosa a criação de um órgão, a exemplo da Fundação Geo-Rio, da esfera municipal, com a missão de elaborar planos emergenciais e de longo prazo para a contenção de encostas reconhecidamente de risco, em cidades como Angra dos Reis, Teresópolis e Petrópolis, entre outras.

A comunidade técnica, nela incluída o Crea-RJ, tem defendido, ainda, que os governos exijam a elaboração de mapas geotécnicos, produzidos por especialistas, para liberar projetos de construção em encostas. Outra proposta que começa a ganhar corpo é a implantação de um Plano Nacional de Segurança de Encostas, que articule órgãos federais, estaduais e municipais.
Se não há solução fácil para o problema dos alagamentos e deslizamentos de encostas provocado pelas chuvas, especialmente em áreas com características topográficas desfavoráveis, também é óbvia a necessidade de romper a inércia que impede a adoção de ações e medidas técnicas preventivas.

O preço que a sociedade vem pagando é muito alto. Continuará sendo o futuro?

Alerta máximo nas encostas

(Fonte: Revista do Crea-RJ, fevereiro/março 2010)

Especialistas apontam soluções para evitar acidentes em encostas em períodos de chuvas, como o ocorrido em Angra dos Reis, no réveillon

Considerada uma região paradisíaca, Angra dos Reis virou o ano sob um rastro de destruição inédito em sua história. Dois dias de chuvas provocaram diversos pontos de deslizamentos de terra e mais de 50 mortes. Dois meses antes, em Petrópolis, região serrana do estado, quatro pessoas morreram e outras duas ficaram feridas em um deslizamento de terra. “O grande número de encostas faz com que o Rio de Janeiro seja um dos mais belos lugares do mundo. Por outro lado, essa natureza exuberante representa um risco a mais para os moradores. Com a ação das chuvas, o estado é especialmente suscetível a deslizamentos e erosões”, comenta o presidente do Crea-RJ, Agostinho Guerreiro.

No entanto, após os desastres, a maior preocupação é que medidas efetivas para evitar novos acidentes caiam no esquecimento. Para Agostinho, se não é possível prever completamente onde a terra poderá descer, é possível evitar ou reduzir as consequências trágicas dos recentes deslizamentos, com o mapeamento e a gestão das áreas de risco. “Apesar de ser difícil prever todos os deslizamentos de terra, é preciso investir em uma cultura preventiva de desastres, para que seja possível detectar com mais rapidez e precisão áreas de riscos e, assim, evitar que as chuvas, tão comuns nesta época do ano, tragam prejuízos materiais e de vidas humanas. Afinal, não é de hoje que tempestades castigam nossa população no verão”, realça.

A repetição sistemática de tragédias em encostas do Rio de Janeiro em períodos de chuvas torrenciais, segundo ele, deveria redobrar a vigilância do poder público em áreas de risco. “Exatamente pelo fato de não ser novidade, é espantoso que medidas de prevenção não sejam tomadas de forma mais consistente. E está provado que a cultura da prevenção, ainda tão rejeitada, custa muitíssimo mais barato, além de poupar vidas”, afirma Agostinho, acrescentando que o estado do Rio se caracteriza por baixadas e regiões serranas agredidas em seu meio ambiente.

Para o presidente do Conselho, não se pode avaliar com os olhos de hoje as agressões de 50 anos atrás, porque a preocupação ambientalista era muito diferente. Mas atualmente – frisa – sabe-se que 90% da Mata Atlântica foram destruídos, pela ação predatória. Essas condições do solo do estado tornam o debate ainda mais sério”, completou.

Um novo órgão
Uma proposta defendida pelo Crea-RJ é a criação de um órgão estadual, nos moldes da Geo-Rio, empresa municipal responsável por avaliar áreas de risco e elaborar planos de contenção de encostas, entre outras atribuições que auxiliam a cidade a sofrer menos com os humores do clima. “Na cidade do Rio, nos anos 60, chuvas torrenciais derrubaram um prédio de 12 andares em Laranjeiras e várias casas em outros bairros. Foi tão assustador que o governo criou a empresa de geotécnica para detectar possíveis problemas futuros e promover as obras de contenção. É preciso criar, portanto, um instituto que elabore estudos e relatórios para todo o estado do Rio de Janeiro, e não só para a capital”, afirmou Agostinho.

É também o que sustenta o engenheiro Wylli Lacerda, professor de Geotecnia da Coppe/UFRJ e ex-presidente da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS), entidade de caráter técnico e científico que reúne engenheiros geotécnicos. O trabalho da ABMS é voltado para a estabilidade de encostas, construção de barragens, fundações e outras obras de infra-estrutura. Para Willy, em alternativa ao órgão estadual, o governo federal ou estadual poderia obrigar as prefeituras a realizarem um planejamento urbano do solo, levando em conta os riscos geotécnicos e geológicos. “Os governos dariam essa orientação e só transfeririam recursos caso os municípios realizassem esse trabalho. Hoje, os recursos não são aplicados corretamente”, lembra o engenheiro, que também é coordenador do Instituto Nacional de Reabilitação de Encostas e Planícies.

Segundo Lacerda, o governo precisa elaborar regras, mas também cobrar respostas que disciplinem a construção de edificações em encostas. “Tragédias como as que ocorreram em Angra poderiam ter sido evitadas ou minimizadas com o mapeamento e a gestão das áreas de risco. É preciso vontade política para remover a população para regiões mais seguras e impedir a expansão de moradias em encostas que apresentem riscos de deslizamentos. Com omissão isso não é possível”, afirma.

Lacerda recomenda a elaboração de um estudo técnico dos projetos e um laudo do terreno para evitar novos acidentes. “As prefeituras não podem emitir licença de construção sem um estudo do solo, principalmente em Angra dos Reis, que tem alto índice pluviométrico e muitos morros”, adverte.

Em novembro de 2008, o engenheiro participou, como presidente da ABMS, dos estudos da entidade sobre os deslizamentos em Santa Catarina, que culminaram na “Carta de Joinville”. Neste documento, apresentado em fevereiro de 2009, a ABMS já apontava que “tragédias como a de Santa Catarina podem ocorrer em outros locais deste imenso país, com solos e clima que criam ambientes com grande possibilidade de escorregamentos”. Para evitar a repetição desses fatos, a ABMS propôs, na carta, o mapeamento e a gestão das áreas de risco em âmbito nacional.

Falta política habitacional
Segundo um levantamento realizado pelo Crea-RJ, cerca de 15% das casas em Angra dos Reis – aproximadamente 500 residências – estão em áreas de risco. Para Carmem Petraglia, presidente da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (Seaerj), no entanto, só o mapeamento das áreas de risco não resolve. “O mapeamento e os estudos são importantíssimos, mas o nosso problema não está na parte técnica. Temos as previsões do tempo, sabemos onde estão as áreas de risco. O grande problema é a implementação das políticas de ocupação. E como as pessoas não obedecem, é preciso ter fiscalização”, enfatiza.

Segundo Carmem, as pessoas também constroem em locais irregulares por falta de orientação. “Nós não fazemos uma fiscalização punitiva. O próprio Crea-RJ, por exemplo, foi um dos primeiros a mudar, dentro do exercício profissional, o enfoque de uma fiscalização punitiva para orientativa. Isso é educação ambiental! O governo fala muito nisso, nós já sabemos os procedimentos há anos, mas na prática não tem a abrangência que deveria ter”, afirma.

Para Carmem, falta uma política habitacional eficiente e de uso correto do solo. “Muitas vezes, as pessoas responsabilizam os moradores vítimas de deslizamento. É claro que não podemos tirar uma parte de responsabilidade, mas a população de baixa renda não constrói uma casa em uma encosta ou na beira de um rio por opção. Eles vão porque não têm uma alternativa melhor. Entre os moradores que estão ocupando essas faixas marginais, 70% são mulheres chefes de família, com filhos para criar. Para onde elas vão? É responsabilidade do Governo dar proteção a essas famílias”, reforça.

Segundo Agostinho Guerreiro, não podemos ser ingênuos e dizer que apenas a chuva é culpada pelo desastre. “Anos de ocupações irregulares e a falta de moradias dignas e seguras e de planejamento urbano são outros sinistros ingredientes para que esse tipo de tragédia continue a acontecer em numerosos lugares. Por isso, espera-se que o recente trauma, do qual Angra dos Reis vai demorar a se recuperar, sirva de exemplo e motivação às medidas necessárias para que acontecimentos desse tipo não voltem a acontecer”, completa.

Uma história que se repete

Tragédias como as ocorridas em Angra dos Reis, no último réveillon, são comuns no Estado. Na ocasião, uma das regiões mais comprometidas pelas chuvas foi a Enseada do Bananal, em Ilha Grande, onde sete casas e a Pousada Sankay foram atingidas por um deslizamento de terra, provocando a morte de 31 pessoas. Outro resvalo, no Morro da Carioca, no centro da cidade, foi fatal para 21 moradores.

Em Angra, uma outra catástrofe aconteceu em dezembro de 2002, quando 42 pessoas morreram depois de um deslizamento no bairro do Areal, comovendo a população. Petrópolis, Teresópolis e Friburgo, na região serrana, assim como morros da capital e da Baixada Fluminense também costumam ser palco de deslizamentos de terra ou enchentes depois de fortes chuvas.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Rotary Icaraí na ajuda aos desabrigados em Niterói

O Rotary Niterói Icaraí, está participando, como os demais clubes rotários da cidade e com o apoio significativo da Loja Maçônica, da campanha em prol dos desabrigados pelas enchentes que ocorreram na semana passada em Niterói.

Até o momento, foram grandes quantidades de gêneros alimentícios, água mineral, roupas, calçados, material de limpeza e de higiene doados para aqueles que mais estão precisando dessa ajuda.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Perda total

(O Globo Niterói, 10/4/2010, Gilson Monteiro, p.6)

As Faculdades Pestalozzi se somam às vítimas do temporal. Um deslizamento de terra destruiu os consultórios odontológicos que atendiam de graça a população carente.

Clube atingido

(O Globo Niterói, 10/4/2010, Gilson Monteiro, p.6)

O Rio Cricket, tradicional clube fundado por ingleses, também sofreu os efeitos do temporal. Muito barro desceu do morro nos fundos do lcube, quase soterrando a sede social.

"Soldado do fogo e herói por vocação"

É em momentos difíceis, como esses pelos quais a nossa cidade está passando, que surgem aqueles que são os verdadeiros heróis, embora anônimos: os bombeiros.
Publicada no Globo Niterói, do último sábado, na coluna do Gilson Monteiro, segue uma pequena amostra do que é ser soldado do Corpo de Bombeiros:

"Soldado do fogo e herói por vocação"

Filho de um soldado do Corpo de Bombeiros, desde criança ele sempre sonhou em participar de ações de resgate e de combate a incêndios. E, até hoje, o major e subcomandadnte do 3º Grupamento de Niterói, Mário Martins Lopes, tem dias de fortes emoções no trabalho, como esta semana, quando conseguiu resgatar com vida uma senhora soterrada no Morro do Estado. Ele e o coronel Braga escavavam o local com as mãos para evitar ferir a mulher com instrumentos. Lembra que sua primeira prova de fogo foi durante a visita do Papa João Paulo II ao Rio. No dia, foi apagar o incêndio na casa de um italiano e lá descobriu uma caixa com bombas caseiras. O homem planejava matar o Pontífice. Ex-aluno de engenharia da UFF, além da escola de oficiais do CB, formou-se ainda em Direito. Na madrugada de terça, estava de prontidão no quartel da Marquês do Paraná e, até ontem, ainda não tinha voltado para casa, depois de trabalhr no socorro também às vítimas dos Morros do Bumba e do Bestrão.

A esses heróis anônimos a nossa homenagem!

domingo, 11 de abril de 2010

AVISO

Em função da tragédia ocorrida na cidade de Niterói, o projeto "Rotaract e Rotary in Pascoa", programado para o dia 11 de abril, foi adiado para o próximo dia 25 de abril, domingo.

Associados do Rotaract Icaraí participam de campanha em benefício dos desabrigados



No decorrer da semana passada, os rotaractianos planejaram a sua ação de apoio às vítimas das enchentes que afetaram o município de Niterói.

Com o dinheiro arrecadado com a rifa organizada por eles, compraram produtos de higiene e de limpeza e encaminharam ao Centro Educacional de Niterói, um dos postos de coleta de doações na cidade.

Uniram-se aos voluntários no Centrinho e participaram da separação e distribuição dos donativos.



Veja mais fotos no Orkut "Rotary Icaraí".

terça-feira, 6 de abril de 2010

TEMPORAL DOS ÚLTIMOS DIAS NO RIO DE JANEIRO

Amigos/as:

Desde a noite de segunda-feira, dia 5 de abril, o Estado do Rio de Janeiro vem sofrendo fortes temporais. É natural que os Amigos de outras localidades estejam sensibilizados, especialmente com o noticiário veiculado pela mídia eletrônica. Assim, esta mensagem tem o objetivo de transmitir informações deste cidadão carioca (signatário desta), desde já agradecido a todos os que dirigem, neste momento, suas atenções para o povo fluminense.

O volume das chuvas, como está sendo anunciado, é o maior ocorrido nos últimos anos. Além disso, as chuvas coincidiram com marés altas e ressaca nas praias. Assim, as redes de drenagem ficam afogadas e, como é de se esperar nessas situações, os alagamentos são inevitáveis.

Alguns pontos da Capital são estratégicos para que o trânsito flua nas horas de grande fluxo de veículos. Um desses pontos á a Praça da Bandeira que, localizada um pouco abaixo do nível do mar, onde deságua o Rio Maracanã e próxima à confluência deste com o “Canal do Mangue” (que liga dois pontos da Baía de Guuanabara). Chuvas fortes com maré alta significam alagamento da Praça e, por via de conseqüência, imediato engarrafamento da Avenida Presidente Vargas (sentido Centro > Norte) e estrangulamento da saída do Túnel Rebouças (que liga a Zona Sul ao Centro > Zona Norte > Ponte Rio-Niterói). Essa situação é inevitável pois inexistem condições de elevação do nível da Praça da Bandeira. O assunto é estudado pelas Universidades e Institutos de Pesquisa, Associações de especialistas e autoridades há muito tempo. O nível das águas do Rio Maracanã foi tal, que as águas inundaram o Estádio do Maracanazinho que se localiza às suas margens. Essa foi uma das ocorrências.

Simultaneamente, o já referido Túnel Rebouças (que no sentido contrário liga o Centro da Cidade à Zona Sul0 desemboca na Avenida que circunda a Lagoa Rodrigo de Freitas que, sofrendo as mesmas conseqüências do fenômeno maré alta + tromba d´água, teve o nível de suas águas elevado em mais de 1 metro acima do limite máximo que lhe é natural. A conseqüência inevitável foi o transbordamento da Lagoa e o alagamento de todas as vias de trânsito (inclusive as ruas onde se localizam os estúdios da Rede Globo de televisão).

Com a interrupção do fluxo de veículos em ambos os sentidos do Túnel, todo o trânsito ficou literalmente trancado e as pessoas ficaram à mercê das águas. Os transtornos foram muitos (pessoas retidas nas ruas até a madrugada) e os prejuízos materiais também (carros atolados às dezenas ...).

Por outro lado, a Cidade do Rio de Janeiro tem sua topografia caracterizada por seu relevo (a Tijuca, por exemplo, é um bairro semelhante a um vale, entre morros de um lado e de outro). A grande maioria desses morros viraram habitações coletivas (o que se denomina genericamente como favela traduz um significado diferente da realidade dessas comunidades com grande densidade demográfica, pois muitas delas já estão urbanizadas e recebendo infraestrutura de serviços públicos). Contudo, muitas habitações, pela natureza de sua localização, estão em área de risco de deslizamento. Ora, chuva intensa e por longo período representa acidente inevitável, com perdas materiais (casa desmoronadas) e de vidas humanas. Nessa situação, as autoridades contabilizam 35 mortos na Capital e mais 60 outras em Niterói, São Gonçalo e outras Cidades Fluminenses.

Uma outra coincidência que agravou a situação diz respeito ao horário das chuvas, coincidente com a disposição de sacos de lixo nas calçadas (pela população) para a coleta pela COMLURB. Com as enchentes, esses sacos flutuaram pelas ruas alagadas, provocando a obstrução dos bueiros e pontos de drenagem. Ou seja, mais uma razão para os alagamentos.

Diante de toda a tragédia, existem pontos positivos que devem ser lembrados:

1) Não foram registrados atos de vandalismo ou banditismo (no passado, era comum que em situações de alagamentos as pessoas se vissem reféns dentro de seus automóveis e, assim, ficassem vulneráveis a assaltos apelidados como “arrastões”).

2) As autoridades municipais, estaduais e federais agiram em conjunto e harmonia e se fizeram presentes logo que a precipitação pluviométrica se iniciasse; até o poder judiciário se moveu suspendendo toda e qualquer decisão judicial nesta terça-feira.

3) A população foi ordeira e disciplinada, acolhendo o chamamento do Prefeito para que se mantivesse em locais de segurança e sem causar trânsito de pessoas ou veículos, exceto em situações inevitáveis ou de urgência, proporcionando meios para a limpeza e desobstrução das vias de tráfego.

4) As câmeras de monitoramento das vias públicas funcionou de forma exemplar e as imagens foram veiculadas incessantemente pelos canais de televisão, tranqüilizando a população e possibilitando deslocamentos de curta distância com segurança.

5) A Defesa Civil, especialmente o Corpo de Bombeiros, está em trabalho incansável e ininterrupto, assim como a COMLURB, a Policia Militar e os Hospitais Públicos.

6) As autoridades prontamente montaram postos de recolhimento de doações para distribuição às pessoas flageladas e o Rotary Club RJ Tijuca e, certamente, os que atuam nas Cidades atingidas, assim como as entidades voltadas à prestação de serviços à comunidade, já se mobilizam para contribuir com o trabalho de seus voluntários.

O fato dos acontecimentos ter alcançado o noticiário internacional é conseqüência inevitável das atenções e dos interesses voltados a mega eventos programados para a Cidade do Rio de Janeiro (Jogos Militares Internacionais, Copa do Mundo, Jogos Olímpicos, dentre outros).

Muitas lições certamente serão extraídas pela sociedade carioca e fluminense nessa fase de retomada do desenvolvimento por que passamos. Como cidadãos atuantes, mesmo que em modesta escala, estaremos prontos a participar dessas oportunidades e desde já nos colocamos à disposição dos que desejarem contribuir, para fazer com que suas sugestões sejam colocadas em evidência nos fóruns em que participamos.

Agradecemos a solidariedade daqueles que nos contatam demonstrando atenção para este momento delicado, que certamente será superado com a Graça de Deus.

Joper Padrão do Espirito Santo
Governador 2001-02 do Distrito 4570 do Rotary International
Coordenador da Comissão da Imagem Pública do Rotary Club RJ Tijuca

domingo, 4 de abril de 2010

Pestalozzi perde Nelson Lamy, voluntário de muitas décadas

Jornal da Pestalozzi, Março 2010, p.6

Faleceu no último dia 1 de abril, na cidade de São Bento do Sapucaí, no interior de São Paulo, o médico dermatologista Nelson Lamy, que durante anos integrou a diretoria da Associação Pestalozzi de Niterói. Membro de diversos clubes de serviço e ex-presidente do Conselho Regional de Medicina, Lamy deixa uma legião de amigos que soube cultivar durante os seus 80 anos de vida.

- Lamy era uma figura fantástica, amigo da Pestalozzi e intenso colaborador de nossa causa. Sempre presente, nos últimos anos se afastou do convívio diário conosco para tratamento de saúde, e mais adiante, foi morar no interior de São Paulo, na terra natal de sua esposa. Mas sempre mantínhamos contato por telefone e ele sempre demonstrava carinho e preocupação com o destino da Pestalozzi", disse Lizair ao lamentar a perda do amigo.

* Obs.: O comp. Nelson Lamy, do Rotary Niterói Norte, foi associado honorário do Rotary Niterói Icaraí e frequentador assíduo das nossas reuniões.