sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

CONSCIÊNCIA COLETIVA

Por Alberto Bittencourt*

Nós que nos reunimos em grupos, sejam de estudos, sejam de companheirismo, para a troca de informações pela internet, devemos ter a consciência de que grupos ou listas, têm um efeito exponencial na irradiação de emoções. A consciência coletiva se manifesta através das milhares de mensagens trocadas instantaneamente.

Os pesquisadores descobriram que a energia ou emoção de um grupo é sempre maior que a soma das energias ou emoções de seus componentes tomados individualmente.

Assim, todos os integrantes de um grupo têm a responsabilidade de, onde quer que estejam, serem polos de irradiação dos princípios de convivência, de paz e de harmonia.


Não obstante, é preciso estarmos permanentemente atentos, para não deixar a incoerência prosperar nas mensagens do grupo.

A incoerência é a falta de cortesia, a desatenção, a impolidez, a agressividade. Tudo isso deixa sequelas, mágoas, cria ressentimentos, é incompatível com os objetivos do grupo.
A disputa, a contenda que separa e desagrega é incoerente com os objetivos, de fraternidade, amizade e companheirismo.

É preciso zelar pela coerência. Isso não é tarefa nem de uns nem de outros, mas da totalidade dos membros

Irmã da coerência, a ética é antes de tudo a capacidade de proteger a dignidade da vida coletiva. São as regras que tornam possível a convivência harmônica. As regras de estar junto nos obrigam a afastar qualquer forma de arrogância. Gente arrogante é gente que se considera acima dos outros. Gente arrogante é gente que acha que é sempre a única dona da verdade.

Aos administradores e moderadores do grupo cabe a tarefa de manter a coerência, cabendo-lhes interferir, sempre que necessário, com o fim de manter a consciência coletiva em níveis elevados.

Em qualquer grupo ou fórum de discussão, o papel do moderador é de não apenas moderar, mas também de estimular. Moderar quando há exacerbação das paixões, excessos a conter. Estimular quando o desânimo, o desinteresse toma conta. Em todos os casos o moderador é o guardião das regras, princípios e objetivos que nortearam a formação do grupo. Ele tem prerrogativas para incluir e remover membros. Deve ter criatividade para propor novos caminhos, bom senso para intervir quando necessário.

Nesse sentido, é importante perceber o mais cedo possível os fenômenos, as tendências negativas, detectar os responsáveis por sua propagação e dissuadi-los da sua conduta destrutiva. Se não for possível conseguir esta última, é dever dos líderes removê-los do grupo.

Nessas circunstâncias, deve-se pensar que não se trata de sacrificar ninguém, mas de proteger o todo da ação perniciosa do negativismo. É uma questão de responsabilidade e bom senso.

A quantidade é importante, mas a qualidade é fundamental.

* É engenheiro civil, associado do RC Rotary Club do Recife Boa Viagem e Governador 2004-05 do D.4500

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